Referência

FREIRE, Francisco de Brito. Nova Lusitania, historia da guerra Brasilica: a purissima alma e saudosa memoria do serenissimo principe Dom Theodosio pincipe de Portugal, e principe do Brasil. Lisboa: Officina de Joam Galram. 1675. Disponível em: . Acesso em: .

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https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/4715

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Nova Lusitânia: História da Guerra Brasílica, Francisco de Britto Freire (1675)

(Coruche, c. 1625 — , 1692) foi um fidalgo e administrador português. Em é nomeado almirante da esquadra da Companhia do Comércio do que, no ano seguinte, teve a derradeira vitória sobre a resistência holandesa em Pernambuco. Foi governador geral de Pernambuco, de a . Publicou diversos livros de grande valor histórico, de onde se destaca A Relação da Viagem Que Fez ao Brasil a Armada da Companhia, Ano de 1665 de 1667 e Nova Lusitânia, História da Guerra Brasílica de 1675. Esta última obra, que é considerada um clássico da língua portuguesa, representa o primeiro grande estudo no domínio da História da portuguesa.


Fragmentos

176 – O Almirante Perez passa a Angola

Partio tambem Pedro Perez com oito náos, a cõmeter a Cidade de Loanda, cabela principal dos Reynos de Angola. Ou tomar posto, para introduzir o comercio dos Negros; sem os quaes não podem concervarse os engenhos de assucar. Intento que lhe frustrou a cudadosa diligencia do Governador Fernão de Dousa, conseguindo só a presa de coatro vellas desprevinidas, & limitadas, de Outubro até Dezembro, que o detiverão mayores esperanças, em aquela parajem.

177 – Tenta a Capitanìa do Espiritu-Santo

Voltando ao Brasil, o levou a fortuna, onde fez delle huma ridicula zombaria, para lhe faser brevemente os mais assignalados favores. Rodrigo Petry, Capitão de hum dos seus navios, que com temor da justiça, por delinquente facinoroso, depois de larga assistencia, se ausentou da Capitanìa do Espiritu Santo, persuadio o Perez, que assaltasse nella, a , em altura de vinte gráos, ao Sul da Bahia.

(…)

185 – Desembarcão os Olandeses

(…) constava agora de coatro-centos vizinhos a Villa chamada da Victoria, que conservou sempre da primeira, o titulo do Espiritu-Santo mais geralmente. Quando entre a repentina confusão dos Moradores, foi mal defendido aos Olandeses, o desembarcar, & subir pela barra, estreita, & igualmente dificultosa. Rebateos , Donatario desta Capitanìa, em este tempo, pelo esforço, & socorro de Salvador Correa de Sá, & Benavides. Que trazido da providencia da fortuna, para remedio daquela Praça, entrou no porto casualmente, mandando-o seu pay Martim Correa de Sá, Governador do Rio de Janeiro com 200 soldados, & custoso luzimento, a se achar (como achou) no sitio da Bahia.

186 – Retirãose carregados dos Nossos – Tormão a encestir, & a se recolher – Ridiculo successo do Almirante Perez

Mortos quarenta & coatro dos Inimigos, & retirados os mais; tornando em o dia seguinte, a experimentar no segundo combate, o primeiro successo, huma molher Portuguesa, escolheu ao Perez por singularidade na differença do trajo, & lugar da pessoa, para lançarlhe do alto da casa, hum tacho de agoa fervendo sobre a cabeça. Não o pode molestar braço algum varonil, & molestou-o aquela mão feminina.

187 – Dano que fez Salvador Correa ao Inimigo

Ultimamente, por tentar, tudo o que era possivel cometer, subio com duas náos, & coatro lanchas, assima da povoação, a dar noutra de huns engenhos, que como menos principal, & mais afastada, estava sem defensa. Mas Salvador Correa, que animando os Companheiros, buscava aos Contrarios, lhes tomou huma lancha; morrerão trinta & oito, embarcárãose os mais; & seguirão em direitura a derrota de Olanda: descobrindo com espantosa vista, cercada já do nosso exercito, & da nossa Armada, a Cidade, & Porto da Bahia.


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